domingo, 26 de março de 2017

ENTENDA AS CRÍTICAS E SAIBA O QUE FAZER COM ELAS:

“O que você andou fazendo com seu cabelo? Tá mal, hein? Só não tá pior que essa maquiagem… Foi contratada pra trabalhar no circo?”
“Olha, seu trabalho tá bom, mas… eu acho que você pode fazer melhor. Isso não tá bem escrito. Por que você não muda esta parte?”
Há coisas de que não conseguimos escapar. Uma delas é a crítica. Seja na escola ou no trabalho, sejamos crianças ou adultos, as críticas estão presentes como pequenos duendes que ficam sobre nossos ombros, voando ao redor das nossas cabeças, cutucando nossos ouvidos.
Críticas são opiniões analíticas sobre algo ou alguém. Dependendo de nossas expectativas (futuro) e experiências (passado), nossas opiniões podem ser construtivas ou destrutivas. Por exemplo: a crítica sobre o cabelo e a maquiagem, no início da publicação, está longe de ser construtiva. Está mais voltada para a humilhação e o deboche.
Na segunda crítica, sobre o trabalho, é possível vermos uma tentativa de reconstrução. Notam a diferença? A reação às críticas dependerá da nossa estrutura psicológica. Montar essa estrutura é importante demais para o nosso desenvolvimento pessoal, pois parte do nosso bem-estar está ligada a como lidamos com as críticas.


ENTENDENDO AS CRÍTICAS

O efeito das críticas tem a ver com a visão que temos delas. Precisamos interpretá-las, ou seja, precisamos pensar no seguinte:

1) quem está fazendo a crítica?
2) qual é a finalidade desta crítica?
3) ela está sendo feita de que jeito?

Interpretar uma crítica é como brincar com peças LEGO. A gente monta e desmonta como quiser. Depende da nossa imaginação. Quando a criatividade é boa, fazemos objetos magníficos. Entretanto, quando a imaginação não é boa, criamos coisas horríveis. Muitos adultos comportam-se como crianças de péssima imaginação, criando péssimas situações para si mesmas por não saberem interpretar uma crítica. Precisamos, portanto, saber como brincar com elas.

As críticas construtivas, geralmente, são ditas assim: “Acho que você poderia…”, “Sei que você pode fazer melhor”, “Tente aquilo, isso não está legal”, “Você já foi melhor nisso…”. Elas têm um padrão positivo. Elas nos incentivam. Se você souber brincar com as peças, também verá que as críticas destrutivas, em nenhum momento, nos mostram o caminho da melhora. As críticas construtivas são feitas por pessoas de mente aberta, otimistas. Por outro lado, as destrutivas são feitas por pessoas com feridas emocionais. Não é difícil reconhecer a diferença entre as críticas. O mais difícil, mas não impossível, é criarmos uma rede de amortecimento.


PREPARANDO NOSSA REDE DE AMORTECIMENTO


Para brincarmos melhor, precisamos de um bom lugar. As peças precisam de um ambiente adequado. Uma boa preparação interna será fundamental para que você, suas amigas e seus vizinhos barulhentos lidem melhor com as críticas. As seguintes dicas são frutos da minha experiência como professor, escritor e ser humano em busca de um desenvolvimento pessoal mais satisfatório.
A) reforce a autoconfiança: pense em tudo que você já fez de bom. É bom fazer isso, não? Nos sentimos mais pra cima, orgulhosos do que fomos capazes de fazer. Toda essa bagagem serve para reforçar a autoconfiança. A crítica construtiva te dará forças para aumentar essa bagagem;

B) converse mais contigo: você conversa com o porteiro, com a moça da esquina, com o amigo do Facebook, com a turma do Whatsapp… mas… e com você? Não estou te dizendo para ficar diante do espelho e começar um exercício oral de narcisismo. Conversar contigo significa ver o que está acontecendo contigo, saber o que você quer para sua vida, buscar entender as causas dos seus fracassos, identificar seus pontos fortes e fracos;

C) medite: pessoal, a meditação causa um giro radical em nossas vidas. Não é do dia para a noite que você sentirá os efeitos dela. Com a prática contínua, reconhecer a diferença entre os dois tipos de crítica será muito mais fácil. Por pior que seja a crítica negativa, o impacto em você será nulo.
Essa rede de amortecimento te permitirá absorver as críticas com maior eficiência. Notem que falo em “amortecimento” e “absorver”, e não em “rebatida”. Rebatidas fortes são boas no beisebol. Apenas lá. Receba, analise, e utilize se for positiva; receba, analise e jogue fora se for negativa. Rebater não é bom. Afundar-se é pior ainda. Sustente-se!

Um abraço a todos! Até a próxima!

Fonte do texto: postado por Rodrigo Penna Alves no site: O Segredo - via: https://osegredo.com.br/2016/09/entenda-as-criticas-e-saiba-o-que-fazer-com-elas/