Quando eu estiver velhinha

“Quando eu estiver velhinha, vou morar um pouco com cada filho e dar a eles tantas alegrias… Do jeito que eles me deram. Quero retribuir tudo o que desfrutei deles, fazendo as mesmas coisas. Ah, eles vão adorar!

Escreverei nas paredes com lápis de cores diversas, pularei nos sofás de sapatos e tudo! Beberei das garrafas e as deixarei vazias e fora da geladeira. Entupirei de papel os vasos sanitários… Como eles ficarão bravos com isso!

Quando eu estiver velhinha e for morar com meus filhos…

Quando eles estiverem ao telefone e não puderem me alcançar, vou aproveitar para brincar com o açúcar ou com a água sanitária. Eles vão balançar suas cabeças e correr atrás de mim. Mas, eu estarei escondida debaixo da cama.

Quando me chamarem para o jantar que eles prepararam, não vou comer as verduras, as saladas ou a carne, vou engasgar com o quiabo e derramar leite na mesa. E, quando se zangarem, corro – se for capaz!

Sentarei bem perto da TV e vou mudar de canal o tempo todo. Tirarei as meias pela sala e perderei sempre um pé. E vou brincar na lama, até o final do dia…

E mais tarde, à noite, já deitada, vou agradecer a Deus por tudo! Vou fechar meus olhinhos para dormir, meus filhos vão olhar para mim com um meio sorriso e vão dizer: – Ela é tão doce quando está dormindo…”

Autor Desconhecido